
Cristina Ferreira teve a ideia de criar uma série sobre o papel da mulher na Guerra Colonial. A ideia acabou mesmo por se concretizar e o ‘Mulheres, às armas’ chega à TVI a 11 de abril.
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Na apresentação do formato, que decorreu esta quinta-feira, 27 de março, Cristina Ferreira explicou a sua ideia e como chegou a Filipa Martins, a autora, e Patrícia Sequeira, a realizadora. “Escolhi as duas quando tive a ideia. E eu só tive a ideia. O trabalho é todo delas. Disse-lhes: ‘Quero que se conte o lado feminino da guerra, porque eles foram e elas ficaram’. E são as mulheres que ficaram que estão retratadas nesta série. De repente, a Patrícia e a Filipa tinham exatamente as mesmas memórias do que eu. As minhas eram muito presentes, porque o homem da família que foi à guerra foi o meu pai”, afirmou a apresentadora.
E Cristina Ferreira não esquece o que a família já lhe contou sobre a Guerra Colonial. “A história que me foi contada desde sempre foi a de a minha avó paterna ter usado luto desde o dia em que foi embora. Ele era o filho mais novo e foi o único que foi à guerra. A minha mãe ainda era só namorada dela e a minha avó foi buscá-la para viver com ela e as duas, juntas, viverem a ausência do meu pai. Isto foi-me contado vezes sem conta, além das cartas que a minha mãe guardou numa gaveta, que eu li sem ela saber”, contou aos jornalistas.
E se para muitos a guerra foi traumática, parece que o pai da apresentadora teve uma experiência mais feliz. “Tem uma memória muito feliz da guerra. Nem toda a gente tem. Como era mecânico, o meu pai não foi para a frente de combate. Acho que ele tem a camaradagem como memória da guerra. Ou então tem muita coisa guardada e que nunca contou. Mesmo as fotografias todas que estavam ao lados das cartas eram fotografias felizes”.
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Texto: Carolina Marques Dias Fotos: redes sociais