Segundo informação publicada pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o prémio de remuneração dos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, a vigorar no próximo mês de setembro, será de 0,79%.

Criados em 2021 para substituir os Certificados do Tesouro Poupança Mais, estes instrumentos de dívida pública de retalho, com um prazo de sete anos, têm um prémio indexado à remuneração base. Esse prémio apenas é distribuído se a economia portuguesa registar um crescimento.

Por decisão do Governo, o prémio é aplicado a partir do segundo ano de vigência dos certificados e corresponde a 40% do crescimento médio real do Produto Interno Bruto (PIB), a preços de mercado, nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento dos juros. Este prémio só é atribuído no caso de o crescimento médio real do PIB ser positivo e está limitado a um máximo de 1,2% em cada ano, equivalente a 40% de um crescimento médio real de 3%.

Quando foram lançados os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, a remuneração bruta foi fixada em 0,75% nos dois primeiros anos, em 1,05% no terceiro, 1,35% no quarto, 1,65% no quinto, 1,95% no sexto e 2,25% no último ano. Assim, quem subscreveu este produto no primeiro ano poderá contar, a partir de setembro, com uma remuneração bruta de 2,44%.

Se a economia portuguesa mantiver a trajetória de crescimento e o prémio continuar em 0,79%, a taxa bruta destes certificados poderá superar os 3% no último ano.

De acordo com os últimos dados do IGCP, referentes a julho, o saldo líquido dos Certificados do Tesouro — que englobam tanto os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento como os Certificados Poupança Valor — detido por particulares ultrapassava os 8,6 mil milhões de euros.