Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro referiu ter participado na reunião convocada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, para preparar a cimeira extraordinária da próxima semana, numa altura em que a Europa tem de "enfrentar e resolver desafios históricos".

"Neste tempo, a unidade e segurança da Europa e a prosperidade económica e social do nosso espaço estão postos à prova. Não nos podemos distrair com o acessório quando é essencial a nossa responsabilidade", afirmou.

A publicação é ilustrada com uma fotografia da reunião que decorreu por videoconferência, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, em grande plano, um dia depois de ter regressado dos Estados Unidos da América.

O presidente do Conselho Europeu já considerou hoje que foi "muito útil" conhecer as posições dos EUA para preparar as decisões da União Europeia sobre a Ucrânia e segurança.

"Na sequência do trabalho feito em coordenação europeia, hoje o Presidente Emmanuel Macron informou os líderes da UE sobre o encontro com [o Presidente dos EUA] Donald Trump no início da semana, em Washington. Foi muito útil para preparar o Conselho Europeu extraordinário de 06 de março", escreveu António Costa nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu acrescentou que os 27 países do bloco comunitário podem começar a preparar as "decisões sobre o apoio à Ucrânia" e o reforço da segurança da UE.

Os líderes da UE reuniram-se hoje por videoconferência para conhecer os detalhes do encontro entre o Presidente de França e o homólogo dos EUA, na segunda-feira.

António Costa convocou na terça-feira esta reunião por videoconferência para preparar uma cimeira extraordinária, na próxima semana, com o objetivo de enfrentar a alteração de postura da Casa Branca.

O encontrou entre Macron e Trump realizou-se no dia do terceiro aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia e foi a principal questão abordada.

Emmanuel Macron foi o primeiro líder da União Europeia a visitar os Estados Unidos da América desde a tomada de posse de Trump, numa altura em que Washington e Moscovo iniciaram negociações preliminares para um cessar-fogo na Ucrânia e um eventual acordo de paz, em reuniões que excluíram a União Europeia e o país invadido.

Depois de responsabilizar a Ucrânia pela invasão da Federação Russa, que começou em 22 de fevereiro de 2022, Donald Trump disse, na segunda-feira, que espera uma visita de Volodymyr Zelensky para fechar um acordo sobre a partilha das receitas sobre os minerais ucranianos.

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