
Correção, adaptação e concretização. Assim foi a vitória do Sporting sobre o Fredericia por 32-29 (15-16) a contar para a 13.ª e penúltima jornada do Grupo A da Champions, num Pavilhão João Rocha muito bem composto que ajudou a equipa liderada por Ricardo Costa a ter cabeça para corrigir os erros da primeira metade da 1.ª parte e embalar para um triunfo que mantém viva a ambição da passagem direta aos quartos de final.
Por enquanto, os leões (17 pts) têm de aguardar pelo desfecho desta quinta-feira entre os franceses do Paris Saint-Germain (16 pts) e o líder da poule, os húngaros do Veszprém (22 pts), que já asseguram a próxima fase sem ter de passar pelo play-off. No entanto, os lisboetas terão de ir ganhar, na última jornada, aos polacos do Wisla Plock (6 de março) de forma a estarem na luta pela passagem direta. Até porque a presença no play-off de acesso já está assegurada.
Para quem, na 2.ª jornada, havia ido ganhar à Dinamarca por 19-37, a sua mais dilatada vitória da temporada na competição, o Sporting entrou mal, desacertado, contra o Fredericia, tanto no ataque como a defender e com a velocidade de transição dos visitantes, num ápice os leões perdiam por 2-6 e Ricardo Costa era obrigado a pedir um desconto de tempo.
A pressão alta do adversário, que complicava a construção das jogadas para lá dos 8m, e sem um pivot para obrigar o Fredericia a ter de fechar um pouco esse sistema defensivo subido baralhou a movimentação dos verdes e brancos, mas talvez pior eram as falhas técnicas e a lenta recuperação defensiva contra quem procurava jogar rápido.
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Fredrick Mossestad (4) ainda abriu o fosso no marcador à diferença máxima de cinco (5-10) aos 17m, pouco antes do Sporting começar a dar a volta ao resultado com um parcial de 4-1 (10-12) em que Martim Costa (7) começou a ajudar na finalização e o guarda-redes Mohamed Ali ajudava a ir baixando a eficácia do conjunto nórdico.
Um golo de Jan Gurri (4) e outro de Martin trouxerem a primeira igualdade a 15-15 a 15s do fim do 1.º tempo, porém, Wiliam Moberg (6) ainda levou o Fredericia para os balneários em vantagem (15-16).
O Sporting tinha conseguido corrigir quase tudo que fizera mal nos primeiros minutos, faltava apenas não permitir tantos golos pelos pontas (7) e travar os ataque rápidos.
O intervalo fez bem aos leões e estes entraram de rompantes na 2.ª parte com um parcial de 4-0 (19-16) que terminou em 6-1 (21-17) que trouxe a primeira e definitiva liderança.
Parecia outra equipa, uma que quer chegar aos quartos de final da Liga do Campeões e soube encontrar o passe certo e remate necessário, com Francisco Costa a marcar 6 dos seus 9 remates, ao mesmo tempo que pressionou e fez pagar caro, por três vezes, a aposta contrária de jogar 7 contra 6 para tentar anular a diferença que nunca ultrapassou os quatro golos, a última ocasião, através de Salvador Salvador (4), aos 29-25 a 9m do apito final, e que no máximo conseguiu o 29-27 3m mais tarde.