Numa conversa intimista com Daniel Oliveira, no 'Alta Definição', da SIC, Diogo Lopes surpreendeu tudo e todos ao contar como descobriu que tinha um irmão mais velho. É que o ator só soube da existência de Carlos quando tinha 12 anos.

"Eu estava na escola, na altura tinha ido para o ciclo, estava no quinto ano e estava no recreio da escola e houve um rapaz, que ainda hoje somos amigos, que chegou ao pé de mim e disse-me 'o teu irmão está na minha turma' e eu 'tu és três anos mais velho do que eu, está no oitavo ano. O meu irmão está na primária'", começou por dizer, referindo-se ao irmão mais novo.

"Na altura fiquei um bocado confuso, mas depois lembro-me perfeitamente de ter chegado a casa e perguntado à minha mãe (...) A minha mãe disse-me 'está na altura de teres uma conversa com o teu pai'. Tenho esta visão, quase como se tivesse sido ontem, ter entrado no quarto, sentado na cama, o meu pai sentar-se ao meu lado e explicar-me que tinha tido um relacionamento anterior e daí tinha surgido este filho, o meu irmão Carlos. Eu soube assim", recordou. "[Durante 12 anos], nunca soube que tinha um irmão mais velho."


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Questionado sobre o impacto que esta descoberta teve na sua vida, o ator respondeu: "Questionas o porquê, porque é que não me disseram, porque é que não fez parte da minha vida. É uma coisa quase contranatura, tens uma ligação de sangue e depois, na vida, não corresponde (...) Eu tenho um irmão que obviamente gosto muito e quero o melhor para ele, mas é uma pessoa com quem eu falei seis ou sete vezes na minha vida. Eu sei que ele está bem, vamos mantendo contacto, mas não há vínculo. É culpa minha, culpa dele, culpa da vida. Ele está em Inglaterra, também não ajuda (...) É estranho teres um irmão e não haver essa ligação", explicou.

O irmão mais velho "sempre soube" da sua existência. "Eu cheguei a cruzar-me [com o irmão] algumas vezes na escola, não sabia quem era, mas achava que podia ser por causa das parecenças. Só tivemos um jantar em que nos conhecemos e falámos, quando aconteceu o divórcio, foi aí que o meu pai achou que era altura de nos apresentar. Esse jantar foi super estranho, ainda hoje essa estranheza existe", contou. "Ele [o pai] tem as motivações dele, que lhe pareceram corretas na altura, e era uma coisa que eu não podia controlar, teria de ser ele a fazer", acrescentou.