O Sport Clube União Torreense (SCUT) vai regressar ao ciclismo, dando corpo a uma modalidade com muitas tradições no clube sediado em Torres Vedras.

"Dando continuidade à política de expansão eclética do Torreense, o clube anuncia o regresso do ciclismo como modalidade oficial, justamente numa época em que o clube homenageou Joaquim Agostinho e os 40 anos do seu desaparecimento, através do seu segundo equipamento alternativo", pode ler-se numa nota de imprensa do SCUT.

As tradições do SCUT no ciclismo vêm desde os anos 30 do século passado, com a organização de Festivais Desportivos e mais tarde de provas como o Circuito de Torres.

Mas é em 1984, numa parceria com a empresa Sicasal, que o ciclismo se afirma verdadeiramente no Torreense.

Em 1986, depois de bons resultados em várias provas nacionais, o Torreense alcança o 4º lugar na Volta a Portugal com vitórias em duas etapas, o 2º lugar na geral para Benedito Ferreira e o prémio juventude para José Santiago.

Em 1987 veio o ano de ouro, com vitória na Volta a Portugal em equipas e individualmente (Manuel Cunha). O mesmo Manuel Cunha venceria também, entre outras, a Volta ao Algarve desse ano.

Em 1988, fica na história a participação na Volta a Espanha. Na Volta a Portugal, o 4º lugar por equipas e o 2º lugar individual para Jorge Silva.

Em 1989, foi o último ano do ciclismo no Torreense, com nova vitória individual na Volta a Portugal em bicicleta desta feita para Joaquim Gomes.

O SCUT manifestou ainda os seus objectivos, procurando "contribuir para o desenvolvimento social e oferecer às crianças e jovens a possibilidade de praticarem um desporto que, pelo seu grau de exigência, tem como consequência orientar os jovens para caminhos saudáveis e que contribuam para o seu franco desenvolvimento enquanto jovens adultos."

A secção de ciclismo do SCUT terá como base um escalão de captação, com objetivo fundamental de iniciação ao ciclismo, para jovens de ambos os sexos dos 6 aos 14 anos. Para este escalão irão ser abertas as inscrições já em 2025.

"Esta escola alimentará no futuro o escalão de cadetes, o qual poderá também ser alimentado por outras escolas, num escalão de uma exigência mais elevada, de alta competição, onde nem todos os oriundos de juvenil têm condições ou interesse de ingressar. Os atletas que ingressem no escalão de cadetes, pretende-se que no façam todo o seu percurso no Torreense até sub-23. Serão lançados em 2026 os escalões de cadetes e juniores, com as condições para garantir um adequado percurso de formação e de participação em competições", acrescenta a missiva.