Em duelo de treinadores portugueses, o Wolverhampton de Vítor Pereira atacou muito, mas nem sempre bem. O Fulham defendeu bastante, mas soube ser cirúrgico e com golos no início de cada parte conquistar mais três pontos.  

Bastaram 58 segundos para Sessegnon marcar o golo mais rápido do Fulham esta temporada. A equipa de Marco Silva não poderia desejar melhor entrada no jogo, mas a reação do Wolverhampton foi imediata e aos 18 minutos Nélson Semedo construiu o lance que resultou no golo do empate, marcado por João Gomes.

Este Wolverhampton parece outro desde a chegada de Vítor Pereira. É uma equipa ambiciosa, que ontem foi provocando muitos problemas à defesa do Fulham, mesmo depois de ter conseguido chegar ao empate.

O Fulham, sempre embalado por Andreas Pereira, que fez a assistência para o golo de Sessegnon, procurava responder, mas o intervalo chegou sem muitas oportunidades, mas com o jogo a ter um ritmo altíssimo.

O futebol tem coisas incríveis e no início da segunda parte repetiu-se a história e logo aos 47 minutos estava Rodrigo Muniz a aproveitar o passe de Adama Traoré para voltar a colocar o Fulham na frente.

A partir daí, o Wolverhampton pegou no jogo, arriscou e subiu as suas linhas, mas teve também de lidar com as saídas rápidas do Fulham, que poderia até ter marcado o terceiro, por Robinson. E mais tarde foi Raúl Jiménez a surgir isolado e só não deu golo porque José Sá fez uma grande defesa.

O Wolverhampton bateu o recorde de remates num jogo (18), mas não conseguiu chegar ao empate num jogo em que atacou muito, mas nem sempre bem. Mesmo assim, Vítor Pereira aplaudiu a reação dos seus jogadores.