Foi o fim da 27ª jornada, mas foi o pontapé de saída para um promissor enredo no que falta da Liga Portugal Betclic... Ao sair vencedor da partida frente ao Farense, esta quarta-feira, o Benfica voltou a colocar-se em igualdade com o Sporting no topo da tabela, mas agora com um calendário totalmente livre de dívidas ou contas extra. Faltam sete jogos... para todos!

P J V E D
1 Sporting 65 27 20 5 2
2 Benfica 65 27 21 2 4
P J V E D
16 AFS 23 27 4 11 12
17 Farense 17 27 3 8 16
18 Boavista 15 27 3 6 18
Não foi a melhor exibição das águias esta temporada, isso é certo, mas o trio de Akturkoglu, Pavlidis e Aursnes, liderados pelo turco, conseguiram fazer o que se pede nesta fase de uma campanha exigente: somar pontos (assim, no plural).

O mesmo não se pôde dizer dos visitantes, que bem lutaram mas não conseguiram nada palpável, agravando uma cada vez mais difícil luta pela manutenção.

A boa entrada não deu garantias

O facto deste jogo surgir em véspera de Clássico frente ao FC Porto gerou, sem surpresas, mais uma série de mexidas no onze do Benfica. Bruno Lage apostou em cinco caras novas em relação ao jogo anterior, incluindo a primeira titularidade de Renato Sanches na Liga desde 2015/16 (durou até ao intervalo), mas nada atrasou o voo da águia, que rapidamente confirmou o seu favoritismo.

Ao sétimo minuto, já depois de Ricardo Velho ter negado um golo a Pavlidis, Kerem Akturkoglu apareceu no sítio certo para abrir a contagem a favor da formação caseira, apoiado numa boa jogada coletiva e num passe muito bem medido por Aursnes.

Autor de um bis na noite @Kapta+
Cientes de que a má entrada seria potencialmente catastrófica, especialmente aliada às debilidades demonstradas ao longo de uma série que já ia em 12 jogos sem vencer, os visitantes tentaram tornar a sua linha defensiva - hoje a cinco - mais compacta, mas isso não impediu que o 2-0 chegasse logo aos 23 minutos, novamente com selo de Akturkoglu. O extremo apareceu na assistência, servindo Vangelis Pavlidis (belo trabalho) depois de uma cavalgada pela esquerda.

Esse segundo golo do Benfica foi um duro golpe para o adversário, especialmente tendo em conta que o mesmo nasceu na sequência de um lançamento longo de Trubin após uma boa chance de Poloni. O Farense não estava bem no jogo, mas mesmo assim conseguiu essa chance de perigo, depois outro lance flagrante desperdiçado por Miguel Menino, até que aos 43 conseguiu reduzir: um encosto de Tomás Ribeiro, após cabeceamento à trave de Cláudio Falcão.

História repetida

Farense ainda assustou, mas ficou longe de pontuar @Kapta+
Por mais que tenha sido um bom tónico para o Farense, que vai vendo o cimento secar em torno da sua despromoção, a águia voltou a abrir as asas e a mostrar toda a sua envergadura no arranque da segunda parte. Voltou a entrar melhor, voltou a empurrar o adversário para trás e aos 54 minutos festejou o 3-1.

Tudo simples e novamente com selo das mesmas personagens. Aursnes na origem, Pavlidis no serviço e Kerem Aktürkoğlu, no sítio certo, a bisar pela primeira vez desde outubro.

A festa foi totalmente justificada, mas não durou muito porque a equipa de Tozé Marreco se recusou a baixar os braços e voltou a reduzir minutos depois, por intermédio de Rony Lopes. Foi a primeira ação de perigo do jogador formado no Benfica, desta vez completamente contra a corrente do jogo.

Novamente a apenas um golo de distância, o Farense ganhou alguma vida. Não necessariamente a partir da sua própria mestria coletiva, mas os nervos da equipa da casa notaram-se em algumas instâncias e contagiaram até a bancada em certos momentos. No fim, o apito confirmou o cenário mais provável: vitória do Benfica, que é líder em igualdade.