
José Mourinho protagonizou uma cena polémica no final do dérbi Fenerbahçe-Galatasaray, que os visitantes venceram por 2-1, a contar para os quartos de final da Taça da Turquia: quando os jogadores e equipa técnica do rival se deslocaram para a zona onde estavam os seus adeptos, e mesmo com um enorme cordão de seguranças já no relvado, o treinador português apertou o nariz de Okan Buruk, técnico do Galatasaray, que de imediato caiu no chão, como se um futebolista se tratasse, agarrado à face.
A realização não conseguiu captar o momento em direto, apenas vendo-se Buruk deitado no chão, com as duas mãos na cara. Só mais tarde, através da repetição, se vê Mourinho dirigir-se ao rival e apertar-lhe o nariz.
Depois de se levantar, o técnico do Galatasaray ainda procurou Mourinho, irado, mas foi acalmado pelos seus jogadores e prosseguiu a marcha, em passo normalizado, de regresso ao centro do relvado.
Este foi mais um episódio da polémica que tem envolvido o treinador setubalense e vários elementos do Galatasaray, desde jogadores a presidente passando, naturalmente, por Okan Buruk.
Não é a primeira vez que Mourinho usa um expediente do género com técnicos adversários, residindo na memória o momento em que o luso colocou o dedo no olho de Tito Vilanova, à data adjunto de Pep Guardiola, em 2011, num dos muitos quentes clássicos entre o Real Madrid e Barcelona e durante uma quezília que envolveu equipas e bancos das duas equipas, incidente que mais tarde o português viria a lamentar.