
Portugal não vai ter um lugar à mesa na discussão sobre assuntos basilares do futebol europeu. A não eleição de Pedro Proença para o Comité Executivo da UEFA distancia o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol do órgão máximo do continental.
A derrota, afirmou Pedro Proença em comunicado, não é apenas sua. “O futebol português saiu derrotado. Perderam os jogadores. Perderam os treinadores. Perderam os árbitros. Perderam os dirigentes. Perderam os clubes. Perderam as associações distritais. Perderam as associações de classe. Perdeu a Liga. Hoje, perdemos todos", lamentou.
O antigo árbitro considera que “o futebol português tem de estar representado nas mais altas instâncias do futebol internacional” e está “seguro” de que isso vai voltar a acontecer em 2027, “num contexto mais favorável”. De recordar que Fernando Gomes, antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol enviou uma carta a 55 associações nacionais com assento na UEFA a reforçar que não apoiava a eleição de Pedro Proença para o Comité Executivo. “Não partilhamos uma visão comum para o futebol e para o desporto”, escreveu.
Após o desfecho do sufrágio, Pedro Proença deixou uma “garantia” para o futuro: “Com todos imbuídos do mesmo sentimento e unidos pelo mesmo objetivo, iremos colocar o futebol português no lugar que é nosso por direito próprio.” Desde 2013 que Portugal estava consecutivamente representado no Comité Executivo da UEFA.
No mesmo congresso, soube-se que a candidatura de Portugal, Espanha e Marrocos ao Mundial feminino de 2035 caiu. No entanto, o projeto pode ser transferido para 2039.