
O Bayern Munique é o favorito teórico a terminar em 1.º no Grupo C do Mundial de Clubes - o mesmo do Benfica -, mas o CEO dos bávaros deixa claro que nada está ganho à partida. Até porque, na opinião de Jan-Christian Dreesen, a forma como os alemães jogaram diante das águias, na fase de grupos da Liga dos Campeões (vitória germânica por 1-0), não deixou as melhores indicações.
"É um grupo que vamos tomar muito a sério. Qualquer pessoa que olhe para o Boca Juniors pode ver que está a fazer um excelente trabalho na Argentina, com títulos de campeão nos últimos anos. Não os podemos tomar de ânimo leve. O Auckland City é, sem dúvida, o outsider, não temos de ter rodeios nisso. E o Benfica? Bom, não me pareceu nada convincente a forma como lhes ganhámos na Liga dos Campeões. Apenas dois clubes passam neste grupo e, por isso, será um grupo muito sério", anteviu o dirigente dos bávaros, que sobre os duelos da fase de grupos já tem uma certeza: "diante do Boca Juniors, em Miami, vai ser um jogo fora de casa para nós, devido à grande comunidade hispana".
Voltando ao torneio em si, Jan-Christian Dreesen assegura que o Bayern não vai ao Mundial apenas por questões financeiras. "É um desafio desportivo para nós. Se a única razão fosse económica, não iríamos. O objetivo desportivo deve e tem de ser o mais importante. Mas, claro, o Mundial de Clubes também é atrativo desde o ponto de vista económico. E, naturalmente, torna-se mais atrativo quanto mais longe chegarmos".
Dreesen abordou ainda as questões de logística, revelando que, em princípio, o Bayern voará para os Estados Unidos a 10 de junho, cinco dias antes do primeiro jogo, de forma a adaptar-se melhor. E até está em cima da mesa, também, um mini ataque ao mercado. "Vamos levar todo o plantel e, se necessário, podemos utilizar a janela de transferências adicional para levar jogadores cedidos para o Mundial de Clubes. Também há a possibilidade de ampliar os contratos a curto prazo durante o torneio. Mas ainda não definimos nem discutimos essa questão".