
O PSD e o CDS vão a votos, nas próximas eleições legislativas, sob o nome “AD - Coligação PSD/CDS”. Foi esta a designação escolhida para a coligação, depois de o Tribunal Constitucional ter recusado o uso das palavras “Aliança Democrática”, por considerar que induziria os eleitores em erro, fazendo-os crer que também o PPM estaria incluído.
A revelação foi feita, esta tarde, pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. O anúncio surge dois dias depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado a denominação "AD - Aliança Democrática - PSD/CDS" para as legislativas.
Em conferência de imprensa, Hugo Soares manifestou a crença de que a alternativa encontrada “respeita os critérios elencados pelo Tribunal Constitucional” e deixa claro “quais os partidos que fazem parte da coligação”.
“Não há nenhuma confusão e é absolutamente distintivo de qualquer elemento que se tenha usado no passado com referência por extenso à Aliança Democrática” , sustentou o social-democrata.
Aliança Democrática só com dois partidos? Já aconteceu
O PPM contestara o uso do nome “Aliança Democrática” pela coligação PSD e CDS, levando o caso ao Tribunal Constitucional. Os monárquicos consideravam a designação indevida, uma vez que o nome fora, no passado, utilizado na união entre as três forças políticas. Para o partido liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, usar este nome sem incluir o PPM na coligação era uma “vigarice”.
Hugo Soares afirmou, contudo, esta tarde, que, nas eleições de 1992, nos Açores, também o CDS e o PPM se uniram e foram a votos, sem o PSD, sob o nome “Aliança Democrática”. Na altura, sublinha, não houve nenhuma “crítica, queixume ou lamúria” por parte dos sociais-democratas.
Perante a designação agora escolhida - “AD” - Hugo Soares apelou ainda aos portugueses que, no momento de preencherem o boletim de voto, não confundam a “AD” do PSD e do CDS com um outro partido de nome parecido, o “ADN".
Questionado sobre se estas mudanças do nome da coligação atrasarão a apresentação das listas de candidatos, o líder parlamentar do PSD diz-se convicto de que estas serão entregues “o mais tardar, até à próxima segunda-feira".