
Um primeiro balanço apontava para a morte de três pessoas, cujos corpos foram encontrados sob os escombros de edifícios residenciais e comerciais em Kharkiv, informaram os serviços de emergência ucranianos, em comunicado.
Mais tarde, a mesma fonte avançou que o corpo de uma quarta pessoa foi retirada das ruínas.
Um total de 35 pessoas, incluindo uma criança, ficaram também feridas nos ataques atribuídos a drones russos durante a madrugada e que causaram incêndios na zona residencial e de escritórios.
Outras cinco pessoas ficaram feridas nas regiões ucranianas de Dnipro, Zaporizhzhia e Kiev, avançaram as autoridades locais, que também responsabilizaram Moscovo.
Do lado russo, ataques de drones ucranianos mataram uma pessoa na aldeia de Belaya Berezka, na região fronteiriça de Bryansk, disse o governador Alexander Bogomaz, acusando Kiev de "ataques direcionados contra civis".
A troca de ataques aconteceu horas depois da Rússia e a Ucrânia terem voltado a acusar-se mutuamente de quebrar a trégua energética que declararam após negociações com os Estados Unidos, com as duas partes a denunciarem ataques quase diários.
Na quinta-feira, o Ministério da Defesa russo acusou as forças ucranianas de terem atacado quatro infraestruturas energéticas nas regiões fronteiriças russas de Kursk e Belgorod em quatro ocasiões nas 24 horas anteriores, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.
O exército ucraniano "ataca unilateralmente instalações energéticas russas numa base diária", disse o ministério, num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Estado-Maior ucraniano, também num comunicado, respondeu que as acusações russas eram falsas, insistiu que respeita plenamente a trégua e que é a Rússia que a tem violado repetidamente.
A trégua sobre o setor energético foi negociada pelos Estados Unidos separadamente com a Ucrânia e a Rússia no final de março, na Arábia Saudita.
Kiev e Moscovo aguardam uma resposta de Washington aos relatórios que enviaram esta semana com detalhes sobre as violações do acordo que atribuem à outra parte.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aproveitou na quinta-feira uma visita a Chernobyl, no norte do país, para reafirmar as linhas vermelhas de Kiev no processo de negociações conduzido pelos Estados Unidos.
"Um exército forte é uma prioridade para nós. É por isso que se trata de uma linha vermelha. Não podemos reduzir o nosso exército", afirmou Zelensky durante uma reunião com autoridades regionais.
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