A primavera é, para muitos doentes alérgicos, uma estação temida. Como forma de prevenir a ocorrência de crises alérgicas, é recomendável que seja minimizada a exposição aos alergénios.

"A largo prazo, as doenças alérgicas cronicamente não tratadas, além de influenciarem negativamente a qualidade de vida, podem agravar e ter consequências muito negativas para a saúde dos doentes", alerta a imunoalergologista Mariana Lobato.

Quais são as recomendações da imunoalergologista?

  • Evitar áreas exteriores com elevada concentração de pólenes;
  • Evitar sair em horários de pico polínico (primeiras horas da manhã e ao final da tarde) principalmente em dias secos e ventosos;
  • Estar atento à previsão de pólenes e consultar o Boletim Polínico da SPAIC no site da Rede Portuguesa de Aerobiologia;
  • Manter as janelas de casa e dos carros fechadas durante os meses de maior concentração de pólen e eventualmente utilizar filtros de ar com tecnologia de filtros HEPA;
  • Ponderar o uso de máscara que cubra o nariz e a boca ao sair ao ar livre;
  • Trocar de roupa e tomar banho ao chegar a casa pode ajudar a remover os resíduos polínicos que se aderem às roupas e cabelo;
  • Utilizar proteção solar, chapéu e óculos escuros para proteger os olhos.

Quais são as alergias mais comuns?

A especialista destaca que a rinite alérgica (pingo no nariz, espirros, comichão no nariz e na garganta e congestão nasal), a conjuntivite alérgica (olhos vermelhos, lacrimejo, sensação de areia nos olhos) e a asma (tosse, cansaço, pieira e falta de ar) são as alergias que mais comummente se associam a esta altura do ano.

"Para aproveitar ao máximo a primavera, sem os sintomas de alergias é essencial que os doentes alérgicos se preparem antecipadamente - uma consulta com um alergologista é fundamental, pois o especialista pode ajudar a identificar as causas específicas das alergias e recomendar tratamentos personalizados", refere Mariana Lobato.